segunda-feira, 14 de junho de 2010

Lena d'Água: andei sempre fora do “tempo certo” da maioria

A Lena d'Água há-de ser sempre, para uma geração inteira, a nossa rocker. Em destaque, hoje no museu, com entrevista à cantora.

Luís Pedro Fonseca, músico importante na carreira de Lena d'Água, também dá uma entrevista ao museu.

5 comentários:

l1xer disse...

Penso que a Lena d'água gravou os inéditos de António Variações ainda em 1988 ou 1989! A pergunta sobre o Rui Veloso ser o pai até dá a resposta e como referem os Taxi o pai do boom é o Rui Veloso pois foi aí que verdadeiramente a música rock começou a vender e foi um rastilho para uma série de bandas. "Pai do Rock Português", como habitualmente designado é que já não é correcto.

Museu do Boom disse...

|1xer,

e pensa bem. O "Tu aqui" é lançado em 1989 e já foi destaque no museu; mas, antes, em 1987, no álbum "Aguaceiro", a cantora havia feito uma versão de "Estou além" (que é, depois, incluída na edição em cd).

Nos anos 90, Lena fará a divulgação do trabalho, nomeadamente na televisão.

A questão sobre o Veloso dar a resposta, não percebo...

Quanto à paternidade, vá vendo as respostas dos músicos entrevistados... há uma diversidade de opiniões, e até com humor.

Um abraço.

ALC

l1xer disse...

Penso que no site já foi corrigido a associação do "Tu Aqui" com 1990.

Quem dá a resposta não é o Rui Veloso. Em algumas perguntas é referido Rui Veloso - pai do rock (que é a associação habitual) mas noutras aparece RUI vELOSO - pai do Boom. Pai do rock não é (e parece que a Lena d'agua também não pode ser a mãe porque (só agora) soube do Conjunto Académico Hi-fi que tinha uma cantora) mas pai do boom já pode ter algum sentido como dizem os Taxi. A grande explosão foi mesmo com o "Ar de Rock" que vendeu bem, teve impacto e fez com que as editoras começassem a apostar e os músicos a confiar que poderiam gravar embora as condições não fossem as ideais porque estava tudo a começar. Não sei se é o AMR que diz que foram à Valentim de Carvalho com a mesma maquete de 1979. Não sei exactamente em que data é que assinaram com a Valentim de Carvalho mas li uma entrevista em que referem que a Vadeca também estava interessada e o Luis Vitta é que foi importante na contração pela VC/EMI. Haverá outras situações que baralham todas estas ideias como o facto dos UHF e outras bandas já fazerem as primeiras partes de concertos de bandas estrangeiras [o site dos UHF até tem /ou tinha/ uma lista de concertos] mas é necessário perceber em que período isso começou. Também li que a capa do "Ar de Rock" era para ser capa de uma revista/jornal (Rock Week ou Rock em portugal) mas não sei se já era para a promoção do mesmo e em que data seria. Já havia algumas movimentações sobretudo com o sucesso de muitas bandas novas de punk e new-wave e que também ajudaram a incediar o rastilho. O "Ar de Rock" é um marco importante e não custa associar o Rui Veloso ao referido "boom" mas sem pôr em causa o passado.

Museu do Boom disse...

l1xer,

antes de mais, não se dizia no site 1990, mas sim anos 90 (e o lapso deu-se foi pelo motivo que já referi no comentário anterior; o disco é de 1989 e no museu já tinha havido um destaque nesse sentido e com essa data); e foi corrigido, sim.

Quanto à questão de pais e mães, a pergunta incide sobre o 'boom'. Há apenas dois casos em que se fala do 'rock': entrevista ao António Manuel Ribeiro e aos Táxi (no sentido de serem eles e não o Rui Veloso e AMR). Mas sempre no contexto do 'boom'...

Por outro lado, esta é uma questão de somenos, pois se ler os textos que já publiquei no museu sobre o 'boom', está bem claro que (também eu acho que) o responsável pela paternidade do rock nacional já será avô, por estas alturas.

Longe de mim colocar o passado em causa; qualquer passado, diga-se; se assim o fizesse, nem tinha este projecto, o qual até tem extravasado as fronteiras do 'boom' e do rock: por lá já passaram, em destaque, os "Arte & Ofício",
Banda do Casaco, Gabriela Schaaf, Petrus Castrus, Amália Rodrigues, José Cid, Ornatos Violeta, etc.

E hão-de passar mais.

E se quer falar em pais do rock (sem já ir ao clássico José Cid, por exemplo), porque não o Zé Nabo? Que foi dos Objectivo, tocou e gravou com o Cid, depois Salada de Frutas, Banda do Casaco e por aí fora. Ou, como bem lembrou, Luís Pedro Fonseca, que antes dos Salada de Frutas, dez anos antes tocava com os célebres Chinchilas. Ou...

E quanto à questão feminina, no chamado "ié-ié", já havia cantoras pop-rock.

Mas se houvesse mãe do 'boom', isso digo-lhe: votava na Lena d'Água. :)

Também é sabido e já foi escrito (e bem), por exemplo, pelo Aristides Duarte, que não terá sido unicamente um LP a despertar tudo e todos. Simbolicamente e para a História assim ficará; mas a História também nos diz que vários factores concorrem para cada causa.

Se ler os dois últimos parágrafos do artigo de dia 9, "Um começo de fininho", assim é de facto, outros factores "ajudaram a incediar o rastilho".

Um abraço.

ALC

l1xer disse...

http://anapaulamb.blogs.sapo.pt/196623.html

pelo texto do AMR fica-se a saber que os UHF foram convidados para fazer as primeiras partes dos Dr. Feelgood depois do problema do Corpo Diplomático no concerto dos Tubes.

Nessa fase foi muito importante a escolha de nomes nacionais para fazer as primeiras partes

Pavilhão do Dramático-18.09.79 Cascais - Dr. Feelgood

2 - Pavilhão do Dramático- 19.09.79 - Cascais - Dr. Feelgood

3 - Pavilhão Infante de Sagres -15.12.79 Porto
Elvis Costello & The Attractions

4 - Pavilhão do Restelo 17.12.79 Lisboa
Elvis Costello & The Attractions

5 - Pavilhão do Restelo ...18.12.79 Lisboa
Elvis Costello & The Attractions

e contina em 1980