quarta-feira, 30 de junho de 2010

Xeque-Mate em destaque e entrevista

Os Xeque-Mate, banda portuense, foram mais um dos projectos nacionais de inícios de 80 a tentar vingar no heavy-metal. Francisco Soares, vocalista da banda, em entrevista ao museu.


Xeque-Mate em destaque e entrevista ao museu, aqui.

11 comentários:

l1xer disse...

"agente" não lê.

Sugeria um contacto com a chave do Som (ou por exemplo com os Clã) de forma a chegar ao Carlos Tê. Até para confirmar essa questão do "chico fininho". Como a entrevista é feita por mail, myspace ou facebook até poderá enviar desta forma as perguntas para o Carlos Tê e para o Rui Veloso. Sei por experiência própria que deve ser a melhor forma de contactar esses dois protagonistas do boom. Conseguindo alguém que conheça o Carlos Tê e fazendo assim um contacto de maneira indirecta ou promovendo o primeiro contacto.

António Luís Cardoso disse...

l1xer,

obrigado pela sugestão para o Carlos Tê.

Quanto ao Veloso, tentei pelo site, mais do que uma vez, e através dos agentes. Sem resposta.

A questão do "Chico Fininho" está respondida.

O Tê faz letras e não músicas.

A letra é do Tê e a música do Veloso.

Se consultar o disco em vinil, constata isso com facilidade.

Um abraço.

Luís

l1xer disse...

Não sei se a resposta a essa do "Chico Fininho" é assim tão linear. Li em algum lado que o Rui Veloso diz que a canção foi feita em 1977 pelo Carlos Tê e pelos amigos. O tema também não passava de uma brincadeira para monstrar que cantar em português não funcionava muito bem.

Ps: Tentei algumas vezes fazer com que os responsaveis do site corrigissem a situação do disco de tributo como sendo disco do Rui Veloso mas ainda se mantém.

António Luís Cardoso disse...

Caro l1xer,

essa é uma insistência estranha.

Senão veja:

1. como lhe disse e pode verificar, os créditos nos discos (quer o single, quer o LP) atribuem a música ao Veloso;

2. Já alguém aqui escreveu que na SPA assim está também registado;

3. Que eu saiba, o Tê escreve letras e não compõe.

Mesmo que o tema fosse anterior, quem musicou foi o Veloso.

Mas se chegar à fala com o Tê, esclareço.

Um abraço.

ALC

l1xer disse...

Eu só peço desculpa pela insistência em excesso; de resto não é estranha a insistência.

A edição restaurada foi feita cuidadosamente e a mudança da autoria pode ter sido alguma correcção ao que estava mal. O próprio site do artista tem apenas Carlos Tê. Se reparar o "Maquina Zero", por exemplo, vem creditado apenas a Carlos Tê. A pessoa que falou na SPA disse que a autoria era apenas do Carlos Tê!

Museu do Boom disse...

Boas, |1xer.

Sempre achei estranho (é um termo comum em mim) essa autoria total da "Máquina Zero". Mas que assim está no "Guardador de margens", está.

Se estiver correcto, 'mea culpa' quanto ao Tê ser só letrista (mas não conheço mais caso de outro tema, há outro?, tirando esta questão do "Chico Fininho"?).

Quanto ao cuidado nas edições especiais e 'remasterizadas', já viu o erro de palmatória – a palavra "maquete" –, repetido até à exaustão na capa de "A história de António Variações - entre Braga e Nova Iorque"?

E quem é responsável pela edição sabe tratar bem a Língua Portuguesa.

Mas só Tê pode desmistificar a autoria.

Quanto ao comentário da SPA, tinha, de facto, percebido ao contrário. Mas o comentário tem um erro: nos discos (originais, de 1980 e, por exemplo, no álbum ao vivo de 1988) surge o Rui Veloso como autor da música.

Por acaso sabe como aceder a tal registo da SPA?

Um abraço e obrigado pela participação activa no blog.

ALC

l1xer disse...

A versão anterior do SPA (mudou agora em 30/06) tinha uma secção chamada obras em que dava para consultar. Reparei que havia temas inéditos, temas repetidos, etc mas não deixava de ser interessante. Como eu só tenho as últimas edições do "Ar de Rock" acabei por ficar com a associação apenas ao Carlos Tê. Mas no disco que tem o "Máquina Zero" tem outro tema com música do Carlos Tê e no disco "Voz & Guitarra" tem uns temas cantados pelo Carlos Tê e que terei de confirmar a autoria. Ainda há dias ouvi uma entrevista ao maestro António Vitorino de Almeida que se referia a um familiar (talvez o pai) de quem ele gravou um tema mas que teria sido apenas assobiado. Por vezes a autoria pode funcionar apenas como um gesto de "cortesia". Por vezes os temas vem creditados a toda a banda e a participação pode ser apenas nos arranjos. Já que falamos do Carlos Tê podemos falar de um caso que tenho algum conhecimento (sempre indirecto) que é os Clã. A Manuela Azevedo nunca participou na autoria de qualquer canção dos Clã mas há poucos anos esteve no brasil com o Arnaldo Antunes e duas cançõoes estão creditadas em co-autoria a Manuela Azevedo e a Hélder Gonçalves. Na minha maneira de ver deve ter sido uma cortesia do músico que achou importante a colaboração nos arranjos ou em qualquer outra coisa. Nem sempre é tudo linear. Há dias fiz uma pesquisa breve no google sobre "Ar de Rock" e encontrei uma entrevista recente do Rui Veloso em que refere que o Carlos Tê não quer escrever mais letras. Fiquei surpreendido porque só agora li e não sei pormenores sobre isso.

l1xes disse...

Ao escrever o comentário anterior acabei por pagar algum texto que faz falta. Não fui eu que referi que na SPA tinha apenas o nome de Carlos Tê. Eu não fiz essa consulta. A consulta era feita por autor e aparecia as várias obras. Cheguei a procurar Carlos Tê (de que tinha o nome completo Carlos---Monteiro) por causa dos Clã e apenas vi algumas canções porque a lista é bastante extensa e já foi há vários meses.

Nessa época também há, por vezes, confusões em relaão a quem produziu os discos. Lembro-me de no livro do Publico/fnac refereirem um disco qualquer que teria sido produzido pelo Ricardo Camacho mas que aparece creditado ao Nuno Rodrigues ou ao António Pinho. Por vezes confudia-se produção executica com a produção propriamente dita.


http://anos80.no.sapo.pt/freak.htm


Mas, por irónico que pareça, o Chico Fininho é anterior à própria emergência de Rui Veloso no mundo do espectáculo. O seu parceiro Carlos Tê é que o criou, escrevendo o poema por alturas de 77, ou seja, ainda antes de conhecer Rui Veloso e é também ele, ao contrário do que geralmente se julga, o autor da música. Na sua versão original, o "Chico Fininho" gingava em "slow-motion" num ritmo pachorrento, o suficiente, porém, para acender pela mão do próprio Tê alguma emoção nas festas de liceu e encontros de amigos. Quando Rui Veloso entrou em cena, é Tê que o conta, duas coisas aconteceram: o Chico Fininho passou a ter a conduzi-lo, já não a mão pesada de alguém que "tocava mal", mas os dedos hábeis de um outro que tocava guitarra excepcionalmente bem, e aprendera a domar o instrumento respondendo aos solos de B. B. King e John Lee Hooker; por outro lado, o arranjo superveniente fez o milagre de transformar a cadência adiposa dos blues num irrefreável galopar que muito devia ao "rock'n'roll" dos primórdios, dessa época heróica heróica em que se abria para os músicos o sortilégio de um novo e imenso território virgem por explorar.


Ps. Por curiosidade: Numa das últimaa Blitz o António Pinho revela que foi ele o autor do nome do disco e até do nome Banda Sonora.

l1xer disse...

[é só erros] este texto que agora descobri pode explicar alguma coisa. Agora o que foi considerado inicialmente ou se houve correcção será outra coisa.

António Luís Cardoso disse...

Boa |1xer.

Então temos uma história mal contada... ou estranha. :)

Será que a música do Fininho já com Rui Veloso seria tão substancialmente diferente, que à data foi atribuída ao músico?

Se encontrar o Tê, faço a pergunta.

Já vi que tem interesse na música portuguesa; quiser entrar em contacto pelo mail do museu, podíamos conversar melhor.

Um abraço.

ALC

Nota: já agora, Clã é uma banda incrível!

ARISTIDES DUARTE disse...

O tema "Ó Clotilde" de "Guardador de Margens" é apenas de Carlos Tê.